Preposto, o que é? Veja a função jurídica

Guia para Advogado 8 de Jan de 2026

Na rotina jurídica, principalmente para quem atua em contencioso, alguns termos aparecem com tanta frequência que parecem simples, mas geram dúvidas na prática. Um deles é o preposto. Entender corretamente o que é o preposto, quando ele pode ser utilizado e quais são seus limites de atuação faz toda a diferença para evitar nulidades, confissões indesejadas e prejuízos ao cliente.

O preposto é uma figura estratégica no processo, muito comum em audiências, especialmente no Direito do Trabalho, mas que também pode surgir em outras áreas. Mesmo assim, ainda existe confusão entre o papel do preposto, do advogado e do procurador, além de incertezas sobre a carta de preposição e seus requisitos.

Neste conteúdo, vamos explicar de forma clara e direta:

Resumo para você
O que é preposto no processo judicial?
Áreas de atuação do preposto no contexto jurídico
Carta de preposição: o que é e como deve ser utilizada?
Diferença entre preposto e procurador na prática jurídica

Resumo para você

O preposto é uma figura estratégica no dia a dia jurídico, especialmente para empresas que lidam com grande volume de audiências e demandas judiciais. Entender o que é o preposto, suas áreas de atuação, a função da carta de preposição e a diferença em relação ao procurador evita erros simples que podem gerar prejuízos processuais relevantes.

Para advogados e escritórios, orientar corretamente o cliente sobre quem pode atuar como preposto e como preparar esse representante faz toda a diferença no resultado do processo. Um preposto bem instruído transmite segurança, evita contradições e contribui para uma condução mais estratégica da audiência, principalmente na Justiça do Trabalho e em ações empresariais.

Além disso, organizar documentos como a carta de preposição, alinhar informações antes das audiências e integrar essas rotinas com uma gestão jurídica eficiente otimiza tempo e reduz riscos. No fim das contas, dominar esses detalhes não é só técnica, é boa prática jurídica, que fortalece a atuação profissional e aumenta a confiança do cliente no trabalho do advogado.

O que é preposto no processo judicial?

O preposto é a pessoa indicada por uma empresa ou empregador para representá-lo em audiência, prestando depoimento sobre os fatos discutidos no processo. Na prática, ele funciona como a “voz” da parte, especialmente quando o representante legal ou o sócio não pode comparecer. No Direito do Trabalho, a figura do preposto é extremamente comum e prevista de forma expressa na legislação e na jurisprudência consolidada.

É importante destacar que o preposto não atua como advogado e nem precisa ter formação jurídica. O que realmente importa é que ele tenha conhecimento dos fatos relacionados à demanda. Esse ponto é crucial, já que declarações feitas em audiência podem gerar confissão, impactando diretamente o resultado do processo.

Para advogados e escritórios, escolher o preposto certo é uma decisão estratégica. Um preposto mal preparado pode comprometer toda a tese defensiva. Por isso, é fundamental alinhar previamente informações como rotina da empresa, jornada de trabalho, funções exercidas e histórico do caso.

Em resumo, o preposto é um representante processual de fato, com papel relevante na audiência, exigindo atenção, preparo e alinhamento total com a estratégia jurídica adotada no processo.

Áreas de atuação do preposto no contexto jurídico

O preposto atua como representante da empresa em situações específicas, sempre com foco em transmitir informações e cumprir determinações legais de forma fiel e estratégica. Sua presença é mais comum no Direito do Trabalho, mas sua atuação vai além desse campo e merece atenção dos advogados que assessoram empresas de diferentes setores.

No âmbito trabalhista, o preposto participa principalmente de audiências, representando o empregador perante a Justiça do Trabalho. Ele pode prestar depoimento, responder questionamentos do juiz e esclarecer fatos relacionados ao contrato de trabalho, jornada, funções exercidas e rotina do empregado. Aqui, a preparação é fundamental, já que declarações imprecisas podem gerar confissão ficta ou enfraquecer a defesa.

No Direito Empresarial, o preposto pode atuar em negociações, reuniões formais, tratativas contratuais e até em atos administrativos, sempre dentro dos limites definidos pela empresa. Já no Direito do Consumidor, sua atuação aparece em audiências de conciliação, especialmente em juizados especiais.

Para advogados e departamentos jurídicos, é importante ter um checklist básico na escolha do preposto:

  • Conhecimento dos fatos do caso
  • Capacidade de comunicação clara
  • Alinhamento com a estratégia jurídica
  • Formalização correta da representação

Quando bem orientado, o preposto se torna um aliado estratégico na defesa dos interesses da empresa.

Carta de preposição: o que é e como deve ser utilizada?

A carta de preposição é o documento que formaliza a atuação do preposto, deixando claro que ele está autorizado a representar a empresa em determinado ato, especialmente em audiências judiciais. Sem esse documento, a atuação do preposto pode ser questionada, gerando riscos processuais desnecessários.

Na prática, a carta de preposição é muito comum na Justiça do Trabalho, onde o comparecimento do empregador pode ser substituído pelo preposto. O documento serve para comprovar o vínculo entre a empresa e o representante, além de delimitar o contexto da representação. Apesar de não existir um modelo único obrigatório, a carta precisa ser clara, objetiva e completa.

Uma boa carta de preposição deve conter:

  • Identificação completa da empresa
  • Nome e dados do preposto
  • Indicação do processo ou audiência
  • Declaração expressa de poderes para representar o empregador
  • Assinatura do representante legal da empresa

Diferente da procuração, a carta de preposição não concede poderes jurídicos amplos, mas sim poderes específicos de representação fática. Por isso, advogados devem orientar bem seus clientes sobre a elaboração e o uso correto do documento, garantindo segurança jurídica e evitando nulidades ou prejuízos na condução do processo.

Diferença entre preposto e procurador na prática jurídica

Entender a diferença entre preposto e procurador é essencial para evitar erros de representação e problemas processuais, principalmente para advogados que atuam com empresas e departamentos jurídicos. Apesar de muita gente confundir, são figuras bem distintas no Direito.

O preposto é o representante fático da empresa. Ele comparece em audiências, presta depoimentos e responde em nome do empregador sobre os fatos discutidos no processo. Não precisa ser advogado e, na maioria dos casos, não possui formação jurídica. Sua atuação é limitada ao que foi autorizado na carta de preposição e ao contexto do processo específico.

Já o procurador é o representante jurídico, normalmente o advogado constituído por meio de procuração. Ele possui poderes legais para praticar atos processuais, como protocolar petições, recorrer de decisões, firmar acordos e atuar tecnicamente no processo. Sua atuação é mais ampla e depende dos poderes expressamente previstos no instrumento de mandato.

Em resumo:

  • O preposto fala sobre fatos
  • O procurador atua juridicamente
  • O preposto representa a empresa em audiência
  • O procurador representa a parte no processo

Saber diferenciar essas figuras ajuda o advogado a estruturar melhor a estratégia processual, orientar corretamente o cliente e evitar nulidades ou prejuízos na condução da demanda.


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